Apreensão recorde de remédios ilícitos

Pelo menos 18 mil sites de comércio de medicamentos irregulares foram fechados e 79 pessoas, detidas

Em colaboração com 100 países e sob a coordenação da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol, pela sigla em inglês), a Operação Pangea V apreendeu 3,75 milhões de caixas de medicamentos ilícitos e falsificados vendidos por meio da internet. A ação, realizada entre 25 de setembro e 2 de outubro, confiscou o equivalente a US$ 10, 5 milhões em mercadoria — um valor considerado recorde.

Pelo menos 18 mil sites de comércio de medicamentos irregulares foram fechados e 79 pessoas, detidas. Com alvo no combate ao mercado negro internacional de medicamentos falsos e com o objetivo de chamar a atenção para os riscos do consumo de tais produtos, a operação apreendeu remédios para o tratamento do câncer, pílulas para emagrecer, drogas contra a disfunção erétil, antibióticos e complementos alimentares. Em 2011, a Interpol havia confiscado 2,4 milhões de medicamentos nocivos à saúde, em aeroportos, agências postais e laboratórios clandestinos. O valor dos produtos chegou a US$ 6,3 milhões. 

“Graças aos esforços coordenados de todas as agências envolvidas, polícias, órgãos de alfândegas e autoridades de saúde, alcançamos os resultados mais importantes desde o lançamento da ação”, comemorou, por meio de um comunicado, o secretário-geral da Interpol, Ronald K. Noble. Apenas na França, as autoridades de alfândega confiscaram 427 mil produtos falsificados e contrabandeados. Mais de 356 mil unidades foram apreendidas somente no aeroporto de Roissy, em Paris — incluindo 66.480 doses de hormônio de crescimento destinadas à Romênia.

A operação contou com serviços policiais e alfandegários de países dos cinco continentes, entre eles Estados Unidos, Espanha, França, Alemanha, Rússia, Austrália e China. Na América Latina, as autoridades de Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Nicarágua, Panamá, Peru e Venezuela participaram da Pangea V.

Falsificação

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 50% dos medicamentos vendidos na internet são falsificados. Com o apoio de empresas como Legitscript, Visa, Mastercard e PayPal, os pagamentos efetuados para adquirir os produtos foram suspensos. As propagandas (spams) e as mensagens em redes sociais também acabaram bloqueadas. Os produtos podem conter substâncias ativas que não constam na bula ou que podem ser alteradas pelas condições de armazenamento e de transporte. “Quanto mais a internet é acessível em todo o mundo, mais o número de potenciais vítimas cresce. Por isso, ações internacionais, como a Pangea, são vitais”, declara Aline Plançon, chefe da unidade de falsificação de produtos médicos e crimes farmacêuticos da Interpol.

US$ 10,5 milhões
Valor total dos medicamentos ilegais apreendidos pela Interpol em pelo menos 19 países.


Fonte: Correio Braziliense / Vinícius Pedreira

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