Empresa que criou a Talidomida pede perdão às vítimas

A droga fabricada pela alemã Grünenthal provocou a malformação de milhares de crianças nos anos 50 e 60

A empresa alemã Grünenthal, criadora da talidomida -droga responsável pelo nascimento de dezenas de milhares de crianças com malformações graves nos anos 1950 e 1960- desculpou-se publicamente pelos efeitos do remédio pela primeira vez.

Associações de pessoas atingidas pela talidomida, no entanto, reagiram com indignação, afirmando que a companhia deveria ter respaldado suas palavras com um programa de compensação financeira para os afetados.

Lançada na Alemanha em 1957, a talidomida se revelou um medicamento eficaz para prevenir o enjoo matinal comum entre grávidas, além de ser usada contra insônia, dores de cabeça e tosse.

Estudos epidemiológicos, no entanto, acabaram revelando uma forte associação entre o emprego da substância e o nascimento de crianças com dismelia, ou seja, problemas de desenvolvimento nas extremidades do corpo.

Os efeitos da droga, porém, podiam ser ainda mais graves, atrapalhando a formação de olhos, aparelho digestivo e genital e até do coração. Boa parte dos bebês afetados acabava não sobrevivendo.

O pedido de desculpas do grupo Grünenthal aconteceu na cidade alemã de Stolberg, sede da empresa, onde foi inaugurada ontem uma estátua em homenagem às vítimas, representando uma criança afetada pela talidomida.

``Ficamos em silêncio e sentimos muito por isso``, disse Harald Stock, executivo-chefe da companhia.

No entanto, Stock também disse que os problemas aconteceram ``num mundo totalmente diferente do de hoje`` e que, na época, a Grünenthal teria seguido todos os protocolos de segurança então disponíveis antes de lançar a droga no mercado.

CRÍTICA

Em seu site oficial, a Associação Brasileira de Portadores da Síndrome da Talidomida criticou o pedido de desculpas. ``Estátuas não melhoram nossas vidas. Os € 5.000 [gastos na obra] deveriam ser repartidos entre as vítimas.``

O uso da droga durante a gravidez foi banido no mundo inteiro, embora ainda seja indicada para complicações derivadas da hanseníase e da Aids, inclusive no Brasil. No Reino Unido, tanto o governo quanto o fabricante local da talidomida já pagaram dezenas de milhões de libras em indenização.

Fonte: Folha de S.Paulo / The Gardian

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