Empresa faz recall de 643 mil tubos de exame de sangue

Indústria cirúrgica BD identificou contaminação que pode afetar resultados de testes de coagulação

A indústria cirúrgica BD (Becton Dickinson) anunciou o recall de um lote de tubos de coleta de sangue comercializados no Brasil desde 9 de outubro deste ano. A empresa americana disse ter recebido dois relatos de problemas relacionados ao uso de tubos desse lote nos EUA. Segundo a BD, o recall não acarretará custos para os consumidores.

Uma investigação interna apontou possível contaminação com o anticoagulante heparina de lítio nos tubos, o que pode afetar a precisão dos resultados de testes de coagulação do sangue. De acordo com a empresa, não há reclamações relacionadas ao produto no Brasil. Ao todo, foram vendidos 643.500 tubos de coleta desse lote no país, nos Estados de São Paulo, Minas, Rio, Goiás, Pernambuco, Ceará, Bahia, Pará, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Piauí, Maranhão, Mato Grosso, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Sergipe e Distrito Federal.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) foi notificada sobre o recall voluntário e afirmou que está acompanhando o caso.

A BD disse à agência que tomou todas as medidas necessárias para bloquear a venda do lote e que enviou carta às empresas que adquiriram o produto, orientando-as a não usar o lote afetado.

PACIENTES

Testes de coagulação podem ser pedidos a pacientes que serão submetidos a uma cirurgia ou que estão investigando um possível problema de coagulação (como a hemofilia), por exemplo.

A empresa recomenda que pacientes procurem seus médicos em caso de dúvidas e que os laboratórios revisem os resultados de testes feitos após o dia 9 de outubro. Essa revisão deve levar em conta aspectos como o quadro clínico do paciente.

``A informação serve mais para o médico que achou o exame incongruente e para que o laboratório reveja os resultados fora do normal``, diz Ana Clara Kneese Nascimento, hematologista da Santa Casa de São Paulo.

Segundo a médica, a contaminação não significa que todos os exames terão resultados incorretos.
``Se a contaminação fosse maior, todos os resultados estariam errados. Mas pode ser que tenha havido alterações nos testes de um ou outro paciente``, afirma.

Fonte: Fonte: Folha de S.Paulo / MARIANA VERSOLATO
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