Famílias de pacientes com câncer vão entrar na Justiça contra o Estado

Filho de paciente oncológico arcou com cirurgia e quer ressarcimento

Irene Pereira, de 55 anos, uma dos pacientes com câncer que estavam internados no Hospital Geral do Estado (HGE) aguardando transferência para uma unidade de saúde especializada no tratamento da doença, faleceu na última terça-feira (8).

A morte de Irene foi um alerta para que o filho de um servidor público, que também estava internado no HGE, solicitasse, por conta própria, a transferência do pai dele do hospital e arcasse com a cirurgia para a retirada de tumores cancerígenos.

Segundo o filho do funcionário público, que prefere ter a identidade preservada, vários pacientes estavam na mesma situação do seu pai. Ele conta que a morte da paciente Irene Pereira foi decisiva na decisão pela transferência.

“Não poderia deixar meu pai morrer ali. Apesar da doença, ele estava estável e aguardava a boa vontade do Estado para a transferência. Assinei um termo de responsabilidade e retirei ele do HGE”, disse o filho do paciente.

Segundo ele, o pai conseguiu fazer a cirurgia na última sexta-feira (11) e já recebeu alta. “Falei com a nossa advogada e vamos entrar na Justiça contra o Estado. Queremos receber o dinheiro da cirurgia e uma indenização”, ressaltou.

A filha da paciente Irene, Nazaré Pereira, disse que, na terça-feira (8), o médico que estava acompanhando a sua mãe, afirmou que ela não aguentaria qualquer tratamento para combater a doença.

“Ainda estou muito abalada com a perda. Vou esperar a conclusão do defensor público para decidir o que fazer. Só espero que os outros pacientes tenham mais sorte que a minha mãe”, desabafou Nazaré.

O defensor público Ricardo Melro informou que, na próxima segunda-feira (14), irá investigar se a morte da paciente Irene Pereira, que estava internada no HGE, foi por negligência do Estado, uma vez que todos os pacientes com câncer que estavam na unidade deveriam ser transferidos para o Hospital Universitário (HU).

Se for comprovada a negligência, a Defensoria Pública irá ingressar com uma ação civil pública contra o Estado. “Essas famílias podem procurar a Defensoria que nós estaremos prontos a ajudar”, disse o defensor Ricardo Melro.

A nossa reportagem tentou entrar em contato com a secretaria de Saúde de Alagoas, mas ninguém foi encontrado.

Transferências

No último sábado (5), dez pacientes com câncer foram transferidos para o Hospital Universitário. A Defensoria Pública de Alagoas deu um prazo até quinta-feira (10) para que os outros cinco pacientes, que, segundo o HGE, não estavam na lista enviada anteriormente pela Defensoria, fossem transferidos para o HU ou para a Santa Casa de Misericórdia de Maceió.

Fonte: G1
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