Greve não prejudica hospitais`, diz ministro

Entidades ligadas a serviços de saúde afirmam que haveria produtos essenciais retidos em portos e aeroportos

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse ontem que o desabastecimento de insumos e medicamentos registrados em algumas hospitais do País não tem nenhuma relação com a greve de funcionários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que já dura quase 40 dias. ``O ritmo de liberação das cargas tem se mantido no mesmo ritmo de antes da greve``, garantiu.

Entidades ligadas a serviços de saúde afirmam que haveria produtos essenciais retidos em portos e aeroportos em decorrência da paralisação.
Padilha confirmou que a Anvisa está mantendo 70% de seu efetivo, e que foram adotadas medidas de contingência, como a mudança de procedimentos internos, a celebração de convênios com órgãos estaduais e o monitoramento diário de informações.

Os casos de atraso e desabastecimento, segundo ele, decorreram de fatores alheios à greve. ``É inadmissível que qualquer pessoa, física ou jurídica, venha alegar qualquer tipo de retenção de cargas na Anvisa quando não cumpre os seus contratos, os seus compromissos de fornecimento de medicamentos.``

Combustíveis. De acordo com o Ministério da Saúde, a greve também não é responsável pela falta de diesel no Rio e no Paraná. Em Paranaguá, a supersafra de grãos ocasionou aumento do fluxo no porto - 85 navios com diesel e já inspecionados não conseguem espaço para atracar. No Rio, seis dos oito navios não apresentaram toda a documentação.

Apesar dos argumentos do ministro, auditores e técnicos da Receita Federal afirmam que há, sim, mercadorias paradas nos portos. 
Semanalmente, analistas e auditores tributários suspendem as atividades administrativas e fazem operações-padrão nos portos e aeroportos, só liberando cargas vivas, alimentos perecíveis e remédios. ``Fazemos paralisações de terça a quinta-feira. Nos demais dias, mesmo que quiséssemos não teríamos estrutura logística para liberar todos os produtos``, afirmou o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal (Sindfisco), João Abreu.

Além dos servidores da Receita, cerca de 300 funcionários dos hospitais federais e médicos também fizeram uma passeata de protesto ontem cedo, pela Avenida Brasil, bloqueando uma pista por cerca de duas horas. Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Federal também reduziram as equipes de emissão de passaportes e fiscalização de estradas.

Dos seis hospitais coordenados pelo MS no Rio, três estão funcionando parcialmente. Os hospitais de Ipanema, Cardoso Fontes e da Lagoa interromperam parte dos serviços mas dizem que não deixarão de atender pacientes em estado grave. / COLABOROU RICARDO CHAPOLA

Fonte: ANTONIO PITA , HELOISA ARUTH STURM / RIO - O Estado de S.Paulo



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