Hospital e médico terão de indenizar mulher que teve gaze esquecida

A paciente vai receber R$ 15 mil de indenização por danos morais. A vítima só descobriu o erro médico oito dias depois de realizar o parto

Uma mulher que ficou com gaze esquecida dentro do abdômen por mais de uma semana após um parto vai receber R$ 15 mil da Santa Casa de Misericórdia de Passos, no Sul de Minas, e do médico que realizou a cirurgia. O fato só foi descoberto oito dias após o procedimento, quando a vítima começou a sentir dores.

A cirurgia foi realizada em 12 de dezembro de 2009. Na ocasião a dona de casa foi atendida pelo médico obstetra, que realizou um parto normal. Mãe e filha tiveram alta no dia seguinte e todas as despesas referentes ao parto foram pagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Porém, no dia 20 do mesmo mês, a mulher voltou para o hospital depois de sentir fortes dores abdominais e um odor diferente em sua urina. Ao ser atendida pela médica de plantão, foi constatado que havia um corpo estranho dentro da vagina da paciente – uma gaze de aproximadamente 20 cm de comprimento – em estado de putrefação. O material foi retirado.

A mulher entrou com uma ação na Justiça pedindo indenização por danos morais. Em primeira instância, o médico e o hospital foram condenados a pagar de R$ 4 mil. Os réus recorreram da ação alegando que houve negligência por parte da dona de casa, que demorou oito dias para procurar ajuda. A paciente também pediu a revisão do valor, pois achou insuficiente. 

O desembargador relator, Luiz Carlos Gomes da Mata, modificou a sentença aumentando o valor para R$ 15 mil. O magistrado afirmou que, apesar da demora da paciente em procurar ajuda médica, “o ilícito produzido é de inteira responsabilidade dos réus.” Para ele, “a gestante, não só durante o parto, mas após a realização deste, estava submetida a intenso estágio emocional, com efetiva exposição a toda gama de sentimentos, sensibilidade esta que, notoriamente, evidenciou-se diante da descoberta de que fora esquecido dentro de seu corpo físico um elemento estranho e, inclusive, que estaria a causar-lhe dor, não só física, mas também de ordem psicológica.” 

Os desembargadores José Carvalho Barbosa e Newton Teixeira Carvalho votaram em favor ao relator.

Fonte: Estado de Minas
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