Novartis vai ampliar produção de medicamentos genéricos no Brasil

Vendas no País, que é o sexto mercado para o laboratório suíço, crescem mais de 10% ao ano

De olho na expansão dos gastos dos brasileiros com a saúde, a Novartis lançará um vasto programa de introdução de novos remédios no mercado nacional, vai ampliar sua produção de genéricos e incrementará os testes clínicos realizados no País. As informações são de Adib Jacob, o novo presidente do Grupo Novartis no Brasil e que hoje simbolicamente será apresentado ao mundo empresarial e diplomatas em um evento na Embaixada da Suíça em Brasília.

Em entrevista exclusiva ao Estado, o executivo deixou claro que a atenção ao mercado brasileiro faz parte de uma estratégia mais ampla do grupo com sede na Suíça de se lançar na conquista dos emergentes, justamente num momento que a renda desses países se eleva, a expectativa de vida aumenta e a crise na Europa não dá sinais de perder força.

O Brasil, segundo ele, já é hoje o sexto maior mercado de produtos Novartis no mundo, ganhando praticamente uma posição a cada ano na última década. Juntos, os emergentes já representam 22% das vendas mundiais da Novartis e, pelos cálculos de Jacob, esse bloco de economias poderá já representar um quarto de todas as vendas em 2013.

``São nesses países que vemos um crescimento mais dinâmico``, disse o novo presidente. ``Há uns anos, a empresa se concentrava em projetos que fizessem sentido na Europa e Estados Unidos. Hoje, há uma visão clara de que temos de atender às necessidades dos emergentes.``

Em 2011, as vendas da gigante do setor farmacêutico chegaram a US$ 58 bilhões. Mas, se o desempenho nos países ricos patina, nos emergentes a expansão é importante. No caso do Brasil, o crescimento é de mais de 10% ao ano. Em 2011, as vendas já chegaram a R$ 3 bilhões.

Não por acaso, a atenção sobre o mercado nacional faz parte dos planos estratégicos da empresa. A Novartis prepara já o terreno para a fabricação de vacinas para meningite, em uma fábrica em Pernambuco que vai custar US$ 500 milhões.

Mas os planos da empresa vão além. Um exemplo é a fábrica de genéricos da companhia em Cambé, no Paraná. Hoje, remédios genéricos correspondem a 15% das vendas nacionais da Novartis. Mas a aposta é de uma expansão rápida nos próximos anos. ``Já operamos com capacidade de produção plena e vamos fazer uma ampliação da fábrica de Cambé``, confirmou Jacob. Segundo ele, o segmento de genéricos tem sido a área mais dinâmica do mercado brasileiro.

Desenvolvimento. Outra iniciativa é aumentar os investimentos em estudos clínicos locais, chegando a 200. Com parcerias como a que tem com o Instituto Nacional do Câncer (Inca) para o tratamento do câncer no colo do útero, a Novartis deve terminar 2012 com R$ 80 milhões em testes clínicos realizados no País. Em 2011, os investimentos foram de R$ 58 milhões em 2011.

Para 2013, Jacob garante que a Novartis será uma ``máquina de lançamentos``. Entre os produtos que poderão entrar no mercado estão os medicamentos para tratamento da fibrose cística, edema macular diabético, esclerose múltipla e psoríase.

Fonte: JAMIL CHADE , CORRESPONDENTE / GENEBRA - O Estado de S.Paulo
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