Senado pode contratar Caixa para administrar plano de saúde

Mesmo com parecer contrário da advocacia do Senado, a diretoria-geral da instituição defende que o banco passe a gerir o plano

Por sugestão da senadora Marta Suplicy (PT-SP), o Senado quer contratar sem licitação a Caixa Econômica Federal para administrar o plano de saúde dos servidores da Casa. 

Mesmo com parecer contrário da advocacia do Senado, a diretoria-geral da instituição defende que o banco passe a gerir o plano juntamente com os servidores da instituição que ocupam essa função --com lucros estimados de R$ 1 milhão por ano. 

O comando do Senado argumenta que a gestão do SIS (Sistema Integrado de Saúde), nos moldes atuais, tem deficit que pode comprometer a saúde financeira do plano em curto prazo. Com a participação da Caixa, a diretoria da Casa diz que o quadro negativo pode ser revertido. 

``Temos que intervir porque senão, no futuro, ele [o plano] se volta contra nós. Vivemos em 2009 uma crise nessa instituição. Se não tivermos capacidade de aprender com esses erros, o que fazer da vida?``, questionou a diretora-geral do Senado, Dóris Peixoto. 

A diretora participou nesta segunda-feira (10) de audiência com servidores do Senado para discutir a mudança, mas recebeu críticas à possibilidade de adesão da Caixa à gestão do SIS. Os funcionários do Senado afirmam que a mudança vai prejudicar o modelo ao invés de resgatar financeiramente o plano. Também afirmam que não foram consultados sobre a adesão do banco. 

``Estou me sentindo acuado para tomar uma decisão sem estar plenamente de acordo``, disse o servidor José Mendonça. ``Todos os planos de saúde têm contrato uma empresa para fazer perícia médica. A Caixa não é essa maravilha toda``, afirmou o funcionário Paulo Muniz, que foi do conselho de gestão do plano. 

A diretora-geral do Senado admite que a indicação da Caixa foi ``política``, mas diz que a Casa terá gastos superiores a R$ 7 milhões se contratar uma empresa privada para gerir o SIS. ``De repente, hoje, a Caixa nos ofereceu politicamente. Não tem nessa República empresa privada que nos oferecesse o que a Caixa está nos oferecendo.`` 
Dóris também argumenta que a Câmara adota modelo semelhante, aprovado por auditorias do TCU (Tribunal de contas da União) e pelos servidores da Casa. 

No atual modelo, os servidores pagam a mensalidade do SIS a exemplo do que ocorre nos demais planos de saúde. O SIS não incluiu os senadores, que são vinculados a outro plano de saúde do Senado, em que têm as despesas integralmente ressarcidas pela Casa --incluindo familiares e ex-parlamentares. 

Fonte: Agência Senado

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